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UX e as áreas urbanas do amanhã


IMAGEM: PRIME VIDEO

A LM&Co. do futuro alerta: até o ano de 2030, 8.5 bilhões de pessoas estarão na terra, e 97% vão viver em áreas urbanas em economias emergentes. Para essa demografia, seriam necessários dois planetas Terra para sustentar o estilo de vida atual!


UX Design (também conhecido como o design centrado na experiência do usuário) não é um campo voltado exclusivamente ao mundo digital, telas e interfaces visuais. UX trata das complexas teias de relacionamento que cada usuário tece tem entre si e dentro do próprio sistema, seja ele virtual, gráfico, arquitetônico ou urbano.


Por dia, o número de pessoas que migram para centros urbanos tem o tamanho de uma Manhattan. A aceleração da urbanização é um movimento histórico e impossível de ser reduzido, afinal, é o resultado natural da movimentação dos seres humanos. Essa migração é fundamental porque as cidades são, na verdade, a solução para viabilizar a disponibilidade de recursos do planeta - portanto, é vital que as pessoas que se concentrem em grandes centros urbanos inteligentes para que todo o restante do planeta possa ter seus recursos naturais preservados.


O conceito de centro urbano que vai viabilizar a vida sustentável nesse planeta não tem absolutamente nada a ver com o que se conhece hoje. Na real, aqui vai mais um alerta da LM do futuro: das grandes cidades que existirão em 2030, 95% ainda não existem - isso significa que serão necessários novos níveis de tecnologia, design de infraestrutura e planejamento arquitetônico para tornar mais easy going a vida desses residentes em centros urbanos de alta densidade.


Durante muito tempo os centros urbanos foram projetados em torno de grandes corporações e não sobre a ótica da experiência de quem a habita. O resultado disso é uma total desconexão entre a cidade e sua população.


A cidade não amplia o potencial dessas pessoas como deveria, e os cidadãos se desconectam de tal forma que não colaboram para a construção desse ecossistema.


Nesse contexto, o desafio de design para a infra estrutura desses centros urbanos do futuro não são apenas empresas, avenidas e prédios. É repensar a experiência de cidade e isso tem a ver com leis, cultura, blockchain e outros elementos que não são necessariamente físicos. Quando o output do processo são organizações, prédios e rodovias, as decisões tomadas favorecem a estrutura física e não as pessoas.


A tecnologia terá papel fundamental na construção dessa experiência, porém, é preciso conectar tecnologia, humanidade e cidades sob o aspecto da experiência das pessoas.


Para tal, é preciso questionar: São necessárias toneladas de dinheiro para movimentar pessoas de um lado para outro? Precisamos mesmo de escritórios? As bicicletas são soluções? Como será distribuída a riqueza gerada pela automação de carros e outras coisas?


Para fechar a Gestalt, nossa conclusão é que, para projetar os centros urbanos do futuro é preciso elevar a conversa. Para que exista sinergia entre cidadão e cidade é necessário pensar e centrar na experiência do usuário, para assim, projetar cidades que completem as pessoas e aumentem o potencial dos seres humanos para se relacionar, interagir e produzir.


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