WhatsApp Business chega ao Brasil!

.O WhatsApp anunciou hoje, 18, o lançamento do WhatsApp Business, um novo aplicativo voltado para pequenas e médias empresas. O app traz uma série de novidades para os empreendedores que já utilizam o WhatsApp na gestão dos negócios. O app já está disponível para download nos Estados Unidos, Indonésia, Itália, México e Reino Unido, para celulares Android. O WhatsApp Business deve chegar a outros países, incluindo o Brasil, nas próximas semanas. O lançamento conta com uma série de novas aplicações – funções antes não encontradas na versão tradicional do WhatsApp. Entre elas estão o perfil empresarial, em que o empreendedor centraliza informações como descrição da empresa, endereço, site e e-mail; a função de mensagens inteligentes, tornando possível a criação de respostas automáticas; e a disponibilização de métricas de engajamento. Em nota, a companhia afirmou que o novo aplicativo foi desenvolvido com um único propósito: melhorar a experiência das empresas que transformaram o WhatsApp em uma ferramenta de trabalho. Segundo dados divulgados pela empresa, em pesquisa realizada pela Morning Consult, mais de 80% das pequenas e médias empresas do Brasil e da Índia utilizam o app para conversar com seus clientes. “O WhatsApp Business vai facilitar a vida das pessoas que se conectam com as empresas por meio do aplicativo e vice-versa. Tudo isso de maneira mais rápida, simples e conveniente para os nossos 1,3 bilhões de usuários”, divulgou a empresa em nota oficial.

#Bauru4SDGS - Semana Global das ODS

Como falamos no nosso vídeo, 2020 é o aniversário de 5 anos da Agenda 2030. A hashtag #TurnitAround convida a todos a engajar nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e suas metas. Mas como alguém pode ajudar? Para dar início às discussões em Bauru, Lucas Melara irá dar abertura a série de webinars realizados a partir do dia 18/09/2020 sobre o tema. A palestra "5 Anos da Agenda 2030" será uma versão aprofundada do conteúdo já lançado aqui na LM: Em seguida, a Profª Drª Maria Cristina Damianovic - UFPE e a Profª Drª Raquel Cabral - UNESP ministrarão no dia 23/09 o webinar "Carta da Terra: Por uma Terra Inédito-Viável": Finalmente, no dia 25/09 Josué Kenji palestrará sobre o tema "A Agenda 2030 como Estratégia de Desenvolvimento Econômico Sustentável". O link para inscrições está aqui. Os eventos são gratuitos e quem participar receberá certificado. Esta Semana Global para #ACT4SDGs de 18 a 26 de setembro, enquanto os líderes mundiais se reúnem virtualmente na Assembleia Geral da ONU, JUNTE-SE a milhões de pessoas e organizações em todos os lugares para agir em prol dos Objetivos e exigir que os governos cumpram o plano. O COVID-19 está virando nossas vidas de cabeça para baixo. Pessoas de todo o mundo estão tomando as ruas e se unindo em solidariedade por uma oportunidade única em uma geração de reimaginar e criar um futuro melhor. Aquele que é mais igual. Mais ativo nas mudanças climáticas. Isso acaba com a pobreza. E protege a saúde. Temos o plano universal de que precisamos para uma recuperação justa e sustentável da pandemia: os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Este é um ponto de virada para as pessoas e para o planeta. #TurnitAround in the right direction! Veja aqui nossos conteúdos sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

100º dia de 2021: o que você fez até aqui?

No último dia 10 de Abril completamos os 100 primeiros dias do ano. Esta data é um marco para os governos em torno do mundo e com o este balanço é possível entender a dimensão das nossas ações em assuntos tão importantes como política, saúde, meio ambiente e tantos outros. Além dessa dimensão é possível também perceber que, a cada dia que se passa, nossa corrida contra o tempo só aumenta. As expectativas para o desenvolvimento das pautas citadas acima, em sua grande maioria, são negativas. E como faremos para cumprir com as 160 metas estabelecidas pela #DécadaDeAção ? Vamos dar uma volta no mundo e acompanhar as principais notícias de 2021. Oriente Médio: O Oriente Médio por muito tempo passa por muitas crises políticas, econômicas e principalmente por conflitos armamentícios. Um dos pontos recorrente é a fome. Em 2021, de acordo com o Conselho de Segurança, mais de 16 milhões de pessoas passarão fome no Iêmen, o motivo seria a decisão dos EUA de incluir o grupo Ansar Allah, também conhecido como houthi, como entidade terrorista. Este decisão pode gerar uma crise na importação de alimentos, atividade responsável pela saída dos investidores no comércio do país. Durante meses, as agências humanitárias se opuseram à medida, pois acreditam que isso deve acelerar a fome no Iêmen em uma grande escala. Outro país que passa há anos por grandes conflitos é a Síria, com a chegada da Pandemia tivemos impactos adicional nos problemas pré-existentes. Os sírios enfrentam ainda o aumento da fome e da pobreza, deslocamento contínuo e ataques contínuos. Américas: Já nas Américas os maiores problemas são provenientes de crise econômica e política. De acordo com a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, o aumento da pobreza e prejuízo a indígenas empurram Américas para dificuldades profundas. A grande preocupação é com “ataques contínuos a ativistas ambientais, defensores dos direitos humanos e jornalistas, incluindo assassinatos” na região. Ela destacou ainda “o uso indevido do direito penal para silenciar vozes críticas”. Nas Américas, a pandemia agravou a crise nos já fracos sistemas de segurança social, desigualdades estruturais e discriminação de longa data, especialmente vividas por afrodescendentes e povos indígenas. Ela citou ainda as economias pouco diversificadas e o alto número de empregos informais. Toda essa crise pode ser considerada para as américas uma Década Perdida. Vocês percebem a dimensão dos problemas pelos quais estamos enfrentando nos últimos anos? Europa: Na Europa a maior preocupação é com a saúde e a velocidade que os países então lidando com os efeitos da pandemia de Covida-19. A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que acelerar a vacinação contra a Covid-19 na Europa é crucial após o surgimento de novos casos. N início do mês de Abril, a transmissão aumentou na maioria dos países da região, com 1,6 milhão de contaminações e cerca de 24 mil mortes, e até então, apenas 10% da população total da região tinham recebido 1 dose de vacina e 4% terminaram sua imunização. Ásia e Pacífico: Na Ásia e Pacífico, além das preocupações com o Covid-19, também existe inúmeras tensões políticas internas a serem resolvidas. A Índia, por exemplo, já ultrapassou o recorde global de novas infecções pelo coronavírus no dia 16 de Abril, quando registrou 332.730 novos contaminados em um único dia. E uma notícia boa, entre tantas outras, é que a filipina Maria Ressa receberá prêmio de Liberdade de Imprensa. Autoridades filipinas já a prenderam por “crimes” cometidos no exercício da profissão. Ela também sofreu ameaças e intimidações pela internet e fora dela. O Prêmio de US$ 25 mil reconhece a contribuição dos jornalistas à defesa e promoção da liberdade de expressão especialmente face ao perigo que correm para levar a notícia ao mundo. África: Na África os maiores problemas são provenientes da violência e da fome. Na Somália, ex-senhores da guerra e líderes de clãs teriam participado nas tensões entre forças pró-governo e unidades militares que apoiam a oposição. Já em Moçambique mais de 950 mil pessoas enfrentam fome severa no norte do país. O Programa Mundial de Alimentos disse que a crise na província de Cabo Delgado, em Moçambique, está se agravando, à medida que milhares de pessoas fogem da violência e estão à beira da fome. Todos estes conflitos, problemas são apenas nos 119 primeiros dias do ano de 2021. Qual é a história que queremos contar sobre este ano? Diante de todas as situações, nos parece que estamos cada vez mais longe de contribuir com o alcance das metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). E a nível local, qual sua percepção deste início de ano? O que podemos fazer para mudar nossa realidade, em nossa comunidade, município, estado? É por isso que entre os dias 26 de abril e 27 de junho, a LM promoverá autoestima aos indivíduos, comunidades e organizações para essas pautas em questões. Nosso incentivo será a nível local, através do Método LM, que reúne nossos conhecimentos de branding e webdesign pautados na economia criativa, no empreendedorismo e design participativo (codesign). A intenção é reforçar a importância de conceitos que se originam na década de 70 para embasar o desenvolvimento social sustentável em prol do atingimento das metas das ODSs. Vamos juntos nessa?

2021: O Ano da Economia Criativa

O Cria Bauru foi idealizado para potencializar o impacto da criatividade e inovação do bauruense, através de palestras e oficinas das mais diversas áreas. O evento tem como base o Dia Mundial da Criatividade e Inovação, data internacional do calendário da ONU (Organização das Nações Unidas), e em 2021, será online e gratuita com o tema "O Ano da Economia Criativa". O Cria Bauru 2021 será realizado nos dias 21, 22 e 23 de abril, as atividades serão transmitidas pelo canal do YouTube. As inscrições para participar já estão abertas e podem ser feitas pelo link: criabauru.com.br/inscricoes. O evento conta com a parceria de diversos núcleos de criatividade e inovação da cidade. E nós da LM&Co tivemos o imenso prazer em fazer parte desse projeto, e sermos os responsáveis por sua identidade visual. Conheça um pouco do trabalho desenvolvido para o Cria Bauru: Por que o ano da Economia Criativa? "O Dia Mundial da Criatividade é estabelecido pela Unesco justamente porque, a Economia Criativa, se apresenta como uma alternativa para o desenvolvimento social sustentável, pois a criatividade é sua matriz e e sua fonte é inesgotável." comenta Lucas Melara, patrocinador master do Cria Bauru. Ele ainda comenta que a criatividade é o combustível sustentável para o desenvolvimento social e que teve a oportunidade de ver o crescimento do evento desde sua primeira edição em São Paulo, capital, e mesmo em um evento online espera se conectar com as pessoas e conhecer suas história de vida que são responsáveis por construir um ambiente melhor para o próximo. LM&Co. no Cria Bauru: No dia 23 de Abril a LM será representada por seu fundador, Lucas Melara, na palestra "Design em Quarentena: A Economia Criativa na Linha de Frente da Sustentabilidade". Neste dia teremos a oportunidade de debater sobre como o sistema atual não tem sido capaz de prevenir a pandemia e conter os danos socioeconômicos dela decorrentes, e como os pesquisadores e profissionais de várias áreas do conhecimento apresentaram soluções não apenas para prevenir ou tratar COVID-19, mas também para enfrentar as consequências humanitárias da pandemia. Traremos a perspectiva da Inovação Social presente na Economia Criativa, e como ela é correspondente às novas soluções que são mais efetivas para solucionar problemas complexos. Em uma perspectiva pós-pandêmica, saiba como o design pode nos auxiliar a construir um mundo novo e mais sustentável, reforçando a necessidade de implementar mudanças planejadas e não somente por desastres. Quer saber mais sobre o evento? Acesse: https://www.criabauru.com.br/ Nós estamos ansiosos para se conectar com a criatividade que existe em você!

2021: O Ano da Economia Criativa

O Cria Bauru foi idealizado para potencializar o impacto da criatividade e inovação do bauruense, através de palestras e oficinas das mais diversas áreas. O evento tem como base o Dia Mundial da Criatividade e Inovação, data internacional do calendário da ONU (Organização das Nações Unidas), e em 2021, será online e gratuita com o tema "O Ano da Economia Criativa". O Cria Bauru 2021 será realizado nos dias 21, 22 e 23 de abril, as atividades serão transmitidas pelo canal do YouTube. As inscrições para participar já estão abertas e podem ser feitas pelo link: criabauru.com.br/inscricoes. O evento conta com a parceria de diversos núcleos de criatividade e inovação da cidade. E nós da LM&Co tivemos o imenso prazer em fazer parte desse projeto, e sermos os responsáveis por sua identidade visual. Conheça um pouco do trabalho desenvolvido para o Cria Bauru: Por que o ano da Economia Criativa? "O Dia Mundial da Criatividade é estabelecido pela Unesco justamente porque, a Economia Criativa, se apresenta como uma alternativa para o desenvolvimento social sustentável, pois a criatividade é sua matriz e e sua fonte é inesgotável." comenta Lucas Melara, patrocinador master do Cria Bauru. Ele ainda comenta que a criatividade é o combustível sustentável para o desenvolvimento social e que teve a oportunidade de ver o crescimento do evento desde sua primeira edição em São Paulo, capital, e mesmo em um evento online espera se conectar com as pessoas e conhecer suas história de vida que são responsáveis por construir um ambiente melhor para o próximo. LM&Co. no Cria Bauru: No dia 23 de Abril a LM será representada por seu fundador, Lucas Melara, na palestra "Design em Quarentena: A Economia Criativa na Linha de Frente da Sustentabilidade". Neste dia teremos a oportunidade de debater sobre como o sistema atual não tem sido capaz de prevenir a pandemia e conter os danos socioeconômicos dela decorrentes, e como os pesquisadores e profissionais de várias áreas do conhecimento apresentaram soluções não apenas para prevenir ou tratar COVID-19, mas também para enfrentar as consequências humanitárias da pandemia. Traremos a perspectiva da Inovação Social presente na Economia Criativa, e como ela é correspondente às novas soluções que são mais efetivas para solucionar problemas complexos. Em uma perspectiva pós-pandêmica, saiba como o design pode nos auxiliar a construir um mundo novo e mais sustentável, reforçando a necessidade de implementar mudanças planejadas e não somente por desastres. Quer saber mais sobre o evento? Acesse: https://www.criabauru.com.br/ Nós estamos ansiosos para se conectar com a criatividade que existe em você!

3 Ferramentas para o Gerenciamento de Redes Sociais

Produzir conteúdo para internet é parte importante do posicionamento da marca no mercado. Além de ajudar a estabelecer uma relação de confiança com o cliente, é através dele que uma empresa se mantém presente em sua vida. Segundo uma pesquisa apresentada por Silvia Ramazotti, Product Marketing Manager do Facebook, no Fórum E-Commerce Brasil em 2019, 94% das pessoas no Brasil afirmam que usam o Instagram para descobrir e comprar produtos. Do Instagram Shopping até anúncios no Feed e Stories, empresas podem aproveitar as paixões das pessoas e inspirá-las a agir. Nas redes sociais, as pessoas procuram conteúdos não só interessantes, mas que também as mantenham informadas. Segundo a mesma pesquisa, os perfis mais seguidos pelos usuários são: 78% celebridades, 73% marcas, 71% tendências e 72% influenciadores. Aí está uma grande oportunidade para a sua empresa! Destaca-se também a importância do Instagram Stories, o qual foi citado por 73% como uma ótima maneira de conhecer uma empresa ou serviço. Sabendo do impacto das redes sociais nas vendas, faz-se necessário o uso de ferramentas para o gerenciamento delas. A gestão de mídias sociais é tão importante quanto o conteúdo que elas apresentam. Profissionais da área se especializam neste tipo de atividade, contudo nem toda empresa conta com um núcleo de marketing muitas vezes essa função é exercida pelo próprio proprietário. Hoje vamos dar dicas de ferramentas simples que auxiliam no planejamento e execução de um plano de comunicação. 1) Planilhas do Google (Gratuita) Uma das formas mais comuns de fazer o calendário de gestão de conteúdo é através do Excel. É possível encontrar diversos templates prontos na internet que ajudam e muito o planejamento das suas postagens e as demandas que cada uma delas pode gerar: 2) RD Station Marketing (Paga) O RD Station é uma ferramenta paga utilizada principalmente para a aquisição, gestão e segmentação de leads, a fim de utilizá-los em campanhas de email ou fluxos de automação. Outra funcionalidade é a gestão de redes sociais. É possível agendar publicações no Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn, além dos relatórios de resultados e a integração com os dados dos leads. Além disso, ele fornece algumas sugestões de datas especiais: 3) MLabs (Paga) O Mlabs além do gerenciamento de mídias sociais também possui integrações com o Google Merchant, WhatsApp e Google Analytics, o que proporciona a possibilidade de análises ainda mais detalhadas. Outra vantagem do MLabs é a atribuição de tarefas para a equipe de produção de conteúdo além do acompanhamento detalhado de cada etapa da produção. Por ser intuitiva ela facilita e muito a gestão: É possível através dele fazer a programação de posts, inclusive Instagram Stories, o que otimiza o processo de postagem e permite uma atenção maior para a área estratégica: Apesar de não ser gratuito, o MLabs oferece planos a partir de R$ 12,90 por mês. Existe ferramenta ideal? A diversidade de ferramentas disponíveis já responde essa pergunta. Entender as necessidades da sua empresa é o primeiro passo antes de fazer essa escolha. A medida que a empresa cresce, o mesmo acontece com a complexidade das estratégias adotadas no marketing. Em nossa postagem "6 Contas do Instagram para quem produz conteúdo"trouxemos algumas sugestões de contas que também trazem dicas de gerenciamento.

3 Perguntas - Claudia Leonor: A Memória Oral Como Visibilidade a Grupos Sociais

Formada em História pela Universidade de São Paulo, desde o segundo ano da graduação tinha vontade de trabalhar com os museus, com acervos, com exposições, mas ainda era uma ideia embrionária. Encantada por coleções de pinturas e esculturas, bem como mobiliário e outras manifestações da cultura material do homem, encontrou, em 1996, nas narrativas dos moradores das comunidades populares do Recife e Olinda, a história dos saberes e fazeres tradicionais, o que significava que um outro fazer museal era possível. Mestre em Ciências da Comunicação (ECA-2002) e Especialista em Comunicação Estratégica de Mercado (Unesp -2015), seguiu a linha de Pesquisa Estudos em Comunicação para o Desenvolvimento da Universidade Lusófona do Porto, em Portugal. 1) Como é contar a história de tantas pessoas? O que você já aprendeu tendo contato com isso? Foi trabalhando no Museu da Imagem e do Som, onde permaneci por quatro anos, que tive contato com a metodologia da história oral. Interessei-me pelas inúmeras possibilidades que as narrativas traziam, entre elas a de dialogar com a própria fonte de informação. Ao final do ano, conheci a historiadora Karen Worcman, que estava chegando do Rio de Janeiro com uma experiência incrível de coleta de narrativas de judeus imigrantes de RJ. Ela trouxe uma exposição desse trabalho e eu pude desenvolver a prática da entrevista porque ao longo do período da exposição, montamos um estúdio de gravação onde era possível o visitante deixar um retrato da sua história de vida. Era o início do Museu da Pessoa e eu já estava lá. E isso foi apaixonante! De lá para cá já são quase trinta anos de atuação do Museu da Pessoa. Tive oportunidades únicas, entre elas a possibilidade de conhecer um Brasil: das ruínas de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, às comunidades ribeirinhas do Rio Iratapuru, no Pará; das cidadelas que beiram o Rio Jequitinhonha à comunidades mais desassistidas, como favelas e ocupações. 2) Qual a importância da memória oral para o impacto social? A questão da memória oral para o impacto social é algo que venho refletindo, principalmente por conta do doutorado que desenvolvo na Universidade Lusófona do Porto, no qual sou bolsista. Acredito que as narrativas e as memórias que elas organizam são uma poderosa possibilidade de dar visibilidade a grupos sociais que estão à margem da sociedade, e, que portanto são também os excluídos da história. No final dos anos 80, tivemos em São Paulo, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura um grande congresso onde discutiu-se o "direito à memória", uma ideia proposta pela filósofa Marilena Chauí. As memórias, organizadas em histórias lineares ou não, possibilitam o encontro com o outro, nos conectam rumo a um conhecimento nunca antes sistematizado, com a sabedoria popular e com o saber fazer. Na minha opinião o trabalho com a memória oral dá visibilidade para diferentes grupos sociais, em especial as minorias, tangibiliza causas e pautas da atualidade tais como a questão ambiental, o trabalho escravo contemporâneo, a intolerância religiosa e a geração de trabalho e renda. 3) Qual é o seu legado na sua experiência profissional pensando em todos os lugares por onde você já passou? Falar de legado é algo que talvez deva ser pensado a posteriori. O que posso acreditar, é o quanto eu contribui para a construção de uma sociedade mais justa e plural na medida em que ajudei centenas de pessoas a narrar a sua própria história, compreendendo essa pessoa em toda a sua amplitude de visão de mundo, de escolhas, de trilhas e de aprendizados. Para conhecer mais sobre a Claudia, é possível encontrá-la no LinkedIn.

3 Perguntas - Flávia Apolinário: A Autoestima como Ferramenta de Transformação

Com mais de dezessete anos de experiência em publicidade, comunicação e mentoria de carreiras, a paulistana Flávia Silva Apolinário é uma mulher de tirar o fôlego! Especialista em PNL, Técnicas de Liderança e Comunicação, Psicologia positiva e Branding, Flávia também é presidente da ONG Flá Apolinário em parceria com o Projeto Arrastão, uma organização sem fins lucrativos que desde 1968, acolhe e dá suporte às famílias da região do Campo Limpo que vivem em situação de pobreza. Levando estudos de autoaceitação, modelos mentais e empoderamento para adolescentes de 13 a 18 anos, a ONG Flá Apolinário atua diretamente no desenvolvimento humano focado na autoestima e no desenvolvimento das comunidades que é feito junto com as famílias, oferecendo educação, cultura, geração de renda e qualidade de vida. Autora dos livros "Despertar da Sua Imagem", "Geórgia Aprende A Amar" e "Consultoria de Imagem, Esporte e Upcycling", Flávia afirma que seu maior dom é levar clareza para as pessoas. Para entender melhor sua visão de mundo, Flávia gentilmente respondeu a três perguntas do nosso time editorial! Confira: LM: Flávia, na sua visão, como podemos tomar pequenas decisões no dia-a-dia que passam a nos aproximar dos objetivos globais de sustentabilidade? FA: Por mais que muitos influenciadores hoje digam que as pequenas ações não fazem efeito, eu sou do contra! Acredito e muito que nossas ações, mesmo que pequenas, podem contribuir para um futuro mais sustentável. Eu reciclo, faço muito Upcycling e incentivo todos ao meu redor para que façam o mesmo. LM: Pela sua experiência, o quanto nosso ideal de futuro nos priva de ter uma vida mais sustentável? FA: Acho que a pressão da urgência para tudo prejudica muito. Vou dar um exemplo: Estamos muito mal acostumados - se quisermos morango, temos morango o ano inteiro, o que não é nada natural, afinal, deveríamos nos alimentar de acordo com as frutas da estação. No entanto, estamos num planeta superpopuloso e isso também não ajuda na urgência por comida. A vida agitada, a quantidade de informação que recebemos, a ansiedade que quase todo mundo tem, também não ajuda em nada. LM: Como seu projeto transforma vidas? FA: Além de promover programas de arrecadação de produtos e materiais que atendam às necessidades básicas, dou aula para eles usarem todas as qualidades, trabalhando a autoestima e assim, enxergarem a mudança em si e depois, em volta deles. Saiba mais sobre Flá Apolinário e conheça o trabalho dessa profissional transformadora clicando aqui.

3 Perguntas - Layanne Paixão: Impacto da Juventude no Meio Social

Sou Layanne Paixão, tenho 25 anos, nasci e cresci em uma cidade no interior da Bahia. Com 17 anos me mudei para Salvador e em três anos estava me formando no Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades pela UFBA. E então conheci a AIESEC, a maior organização gerida por jovens do mundo, estamos presentes em mais de 120 países e territórios, com uma atuação de 50 anos no Brasil, temos hoje mais de 2000 membros voluntários espalhados nas 44 cidades que temos sedes, nosso objetivo enquanto organização é desenvolver liderança jovem através de intercâmbios voluntários, empreendedores e profissionais. Realizei meu intercâmbio voluntário no Peru em 2015, foi quando eu vi o mundo real pela primeira vez, voltei do intercâmbio e não podia mais ser a mesma, assim comecei minha carreira na organização, em 2017 fui presidente da AIESEC em Salvador e hoje sou Diretora de Relações Públicas e Desenvolvimento de Parcerias da AIESEC no Brasil. 1. Qual o papel da juventude atualmente? Como você vê a AIESEC sendo parte desse impacto? Temos atualmente a maior população jovem que já existiu na história. Na minha percepção isso traz de forma ainda mais intensa a pauta de juventude e o seu papel, que vem sendo cada vez mais atrelado a ação. E o que isso significa na prática? Que o jovem de hoje debate, se incomoda, se posiciona e muito mais do que isso, cria, age e toma ações baseado em tudo que acredita. E o trabalho da AIESEC é exatamente sobre isso, são jovens líderes que lidam e resolvem problemas, que é protagonista da história que quer construir, histórias de carreira, de desafios e de mudança. Trabalhamos todos os dias com projetos que pensam em como podemos ser ação para amenizar os problemas do mundo. 2. Qual a sua atuação em Brasília? Quais os seus maiores desafios enquanto mulher e jovem neste espaço? Meu cargo é responsável por buscar espaço no primeiro setor, contribuir e opinar sobre as políticas públicas, ocupando uma cadeira no Conselho Nacional da Juventude e nos conectamos com a Secretaria Nacional da Juventude para pensar como podemos agregar em projetos para jovens no Brasil. Antes de mais nada, o fato de ser um setor majoritariamente ocupado por homens de gerações diferentes da minha, por toda construção social é um espaço muito desafiador de estar. Dessa forma, encontra-se a importância da representação que levo, como uma organização que tem como principais fortalezas a diversidade, que possui 65% dos cargos de liderança ocupados por mulheres e que busca um poder de fala todos os dias, mesmo que (e talvez principalmente) fora da zona de conforto para fazer a nossa voz ser ouvida. 3. Qual o papel da AIESEC na agenda 2030 e como vem sendo o impacto da organização no desenvolvimento sustentável? A agenda 2030 é um conjunto de 17 objetivos e mais de 160 metas para um mundo mais sustentável e a AIESEC é considerada braço direito da ONU para o alcance dessas metas. Todos os nossos projetos da modalidade Voluntário Global tem um ou mais objetivos envolvidos e nossos jovens vão para comunidades, escolas e instituições trabalhar por essas metas, se desenvolvendo e contribuindo com a sociedade. Além disso proporcionamos espaços de discussões e reflexões sobre nosso papel, sempre pensando em como o jovem pode ser ativo na resolução dos problemas do mundo, aprender a não se acomodar ou pensar que não é uma responsabilidade nossa. E assim temos criado uma geração de jovens líderes conscientes e ativos, através da organização e também pós a interação com a AIESEC. Conheça mais sobre a AIESEC através do nosso site (aiesec.org.br) e segue a gente no Instagram para ver o que temos feito (@aiesecnobrasil)!

3 Perguntas - Petrina Santos: Inovação Social e Empreendedorismo

A jovem belo-horizontina Petrina Santos é uma empreendedora cívica e social com atuação reconhecida internacionalmente. Como diretora-executiva da Ageeo, empresa que fundou há seis anos, trabalha com organizações de governo, setor corporativo e terceiro setor. Foi conselheira do Brasil na ONU para o High Level Political Forum e no G20 Youth China. Recentemente foi considerada talento global em inovação social e é alumni do American Council for Young Political Leaders, por meio do Departamento de Estado dos Estados Unidos, dentre outros. Nesta entrevista, ela nos situa sobre os desafios e oportunidades de atuar com educação, impacto social e advocacy em sua carreira. 1) Qual foi a sua motivação para a construção da Ageeo e como você acredita que o seu propósito se manifesta pelo seu trabalho? Durante 11 anos da minha vida, em minhas 3 horas diárias de caminhada até a escola, eu sempre pensava porque a educação ainda era um privilégio. A escola foi o lugar que me apoiou no meu desenvolvimento e na superação de algumas das minhas necessidades básicas, como comer. Anos depois, quando eu fui a primeira pessoa da minha família a continuar os estudos no ensino superior, percebi o quanto é importante ser coerente e focada para superar as barreiras sociais. Até então sonhar ou fazer algo diferente que trabalhar para sustentar a casa não eram opções factíveis. Dei-me conta com o passar do tempo que experienciar novas realidades, mais do que conhecê-las, de fato muda nossas perspectivas, pontos de vistas e visão de futuro. Comecei fazendo isso com tudo que podia. Batia na porta do SENAI quase todo dia para saber sobre os cursos gratuitos durante minha adolescência e consegui ingressar em uma formação com bolsa para menor aprendiz. Depois segui para o SENAC e me inscrevi para fazer um processo seletivo para tentar uma bolsa para um curso técnico. À época escolhi farmácia, por amar química. Consegui uma vaga, e ao passo que trabalhava para sustentar minha família, também realizava o curso, pós ensino médio. Assim seguia minha jornada com uma energia incansável que de fato não sei de onde vinha... E apesar dos obstáculos seguia adiante. Em 2013, fui aceita no UNIBH com uma bolsa integral para cursar minha graduação apoiada pelo governo federal. Essa conquista permitiu tornar-me líder de equipe de um grupo de pesquisa da faculdade, para o qual o meu curso em gestão ambiental não era aceito e lembro-me até hoje de responder ao meu coordenador a pergunta que sempre mais ouvi na minha vida: “Mas, o que você está fazendo aqui?” Eu já estava acostumada (risos) e à época devolvi com uma outra pergunta “Mas quem irá trazer o óleo de cozinha usado para a faculdade? Isso é logística reversa e disso a gestão ambiental cuida.” Sim, não se havia pensado nisso ainda no projeto que tinha o objetivo de transformar o óleo de cozinha usado em biodiesel. Um ano depois como um dos resultados, publicamos um artigo em um congresso científico, oportunidade em que viajei pela primeira vez de avião aos 22 anos e depois fui finalista internacional do TIC Americas Awards, promovido pela Pepsico na Guatemala, oportunidade em que saí pela primeira vez do Brasil. Quando voltei, ingressei como bolsista na primeira classe de educação executiva em impacto social da Fundação Dom Cabral, após um intenso processo seletivo, e a missão era fazer do projeto um negócio, inicialmente chamado Transformoleum. Meu mentor Marcelo, que sempre muito grata, à época apontou que esse nome não funcionava e eu precisava urgentemente chegar em outro. Por incrível que pareça, eu sonhei com o nome Aggio e registrei a empresa 2 meses depois. Hoje, como Ageeo, a ressignificação acontece com a conexão entre as letras ee, que representa que juntos estamos e traduz a agilidade, atitude empreendedora e comprometimento com o que a gente trabalha. O modelo de negócio de transformar o óleo, sim, “deu errado” e escopo naturalmente tornou-se atuar em gestão de projetos de educação e impacto social e advocacy. Essa é uma breve parte da estória que foi o começo da minha missão em inovação social e empreendedorismo, conectando pessoas e comunidades a espaços institucionais de tomada de decisão. Meu propósito tem se manifestado em meu trabalho por dois pontos principais: ao desenvolver pessoas, jovens e adultos, oportunizando não somente o conhecer de novas realidades, mas de fato, de estar presente nesta, saindo de um ponto A para um ponto B, bem como desenvolvendo novos arranjos de cooperação intersetorial para solucionar desafios complexos de vida contemporânea. Mudar a lente de como enxergar o mundo mudou minha história, e penso que pode mudar muitas outras histórias também. 2) Por que falar sobre ODS? Como foi a construção do seu caminho para alcançar marcos tão importantes, assim como o Prêmio ODS, a participação no Unleash em Singapura e o G20 Youth na China? Porque quem realiza os projetos na ponta não está nas tomadas de decisões e quem está nas tomadas de decisões não vive a realidade da ponta. Muitas das decisões hoje tomadas em nível macro não necessariamente consideram a realidade intrínseca do contexto micro. E assim, é essencial apoiar-se em acordos de cooperação que facilitem a conexão entre os países e união de objetivos, aparentemente distantes, como os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 ancorados pela ONU. Além disso, falar sobre ODS significa falar sobre o futuro de nossa sociedade, que já é presente, pois é construído por nossas ações desde agora. A construção do caminho se deu por muito trabalho e entrega... principalmente sendo cara de pau e superando o medo com a coragem de fazer as coisas acontecerem. Outro diferencial era fazer o que ninguém queria fazer. Sempre lidei com as atividades consideradas mais chatas ou difíceis. Também, precisei lidar com muito jogo de cintura e transparência com todo o ego e vaidade presentes na área de impacto social. Construir laços de confiança baseados no profissionalismo e atravessar com dignidade o modus operandis da “gestão do tapinha nas costas” permitiu-me ter clareza em seguir firme com o eu acredito sem me corromper e a entender onde eu devia de fato estar. Foi essa conjuntura de fatores que me legitimaram a estar em espaços tão seletos. Só no Unleash foram mais de 12,000 applications do mundo todo, onde 1000 candidatos foram escolhidos, e integrei então o grupo de Talentos Globais, reconhecidos pela ONU e pela Deloitte. E no G20 Youth China pude ser uma das 5 representantes do Brasil, corresponsável pela elaboração do relatório técnico nacional e pela carta oficial (Final Communiqué) entregue à Cúpula do G20 e aos Chefes de Estado. Conseguimos defender e registrar 3 das 12 cláusulas na carta oficial final e de fazer influência positiva no tema de negócios inclusivos, durante todo o evento, o que contribuiu posteriormente para o lançamento do 1º relatório do G20 para o tema, em março de 2017. 3) Como foi a experiência de trabalhar no sertão nordestino desde a implementação do projeto até os vínculos humanos que você carrega até hoje? Trabalhar por todo o sertão nordestino e região norte, nas comunidades ribeirinhas, é uma experiência mais que especial, é um batismo de Brasil! Pude conhecer realidades tão intensas e complexas que não esperava ver mais em pleno séc. XXI. E fazer parte disso, conectar com as pessoas por meio de lanços de confiança e ver as comunidades não só se transformarem, mas sim, sendo em realidade o que já são em potencial, é muito enriquecedor. O papel de traduzir para este mundo todas as metodologias e técnicas de gestão de projetos, desenvolvimento de comunidades, criação de redes e iniciativas locais para subsistência e geração de renda proporcionou-me grande aprendizado, principalmente em ludicidade das atividades e leveza para compreender os diferentes ritmos e riquezas de cada região. Foi no sertão que conheci meus avós de alma e dessas regiões realmente carrego amizades singelas e vínculos humanos verdadeiros. E essas experiências também compõem meu repertório em tudo que desenvolvo! Pergunta bônus: Quais conselhos você daria para jovens empreendedores que querem seguir carreira no setor de impacto social? Primeiro, confie em você, de verdade, mas com a humildade de reconhecer-se sempre em constante aprendizado. Isso te ajudará a não se perder e aprender que não precisamos competir com ninguém, porque sempre temos algo a aprender com o outro. Realize! E não se apegue aos frutos de suas ações. Precisamos fazer acontecer, porque tempo é vida e devemos aproveitar o máximo para trazer coisas incríveis à tona, mas não faça isso por reconhecimento e/ou por ser legal fazer. Também não deixe de se cuidar neste caminho. Antes de querer mudar o mundo, é essencial mudar e cuidar de nós mesmo. E isso é bastante coisa! Não se compare... cada pessoa tem sua estória e de fato, nenhuma será melhor ou pior que a outra. O mundo precisa de mais empatia e conexões reais. Então vibre também pelas conquistas dos outros. Lembre-se sempre estamos todos fazendo nossa parte da melhor forma que podemos. E no mais, busque por oportunidades, mas também construa as suas, ainda que haja resistências. Muitas das oportunidades que tive não estavam dadas ou criadas, até que eu pudesse despertá-las nos ambientes que passei. Então, conecte-se com pessoas em redes que estão ativas no propósito de realização, e estude por meios formais ou não. Conhecimento com experiência aplicada será sempre um diferencial. " No mundo atual, é notória a importância da globalização e todas as transformações resultantes desse processo. Não menos importante e ao passo que o mundo se conecta cada vez mais, torna-se essencial o elo entre pessoas, organizações e comunidades. Ainda que haja perspectivas diferentes, o convite está dado à construção de uma missão em comum: a perenidade de nossas ações, que caminha pela consolidação de uma agenda positiva de trabalho. " Para conhecer mais sobre o trabalho de Petrina, acesse ageeo.org e sua página no Facebook.

3 Perguntas: Aline Fogolin, Bauru para o Futuro!

(Fotos: Reprodução Facebook) Nascida em São Paulo, Aline Prado Fogolin percorreu o Estado com os pais até se fixar na em Agudos, para poder atender às necessidades naturais no sangue: Servir sua comunidade da melhor forma possível, desde na Associação Comercial local, até o Interact e o Rotaract, clubes do Rotary para desenvolvimento de lideranças jovens. Advogada por formação, na ITE em Bauru, pouco tempo permaneceu diretamente na profissão. O mundo empresarial já lhe chamava, quando iniciou uma nova jornada como para apoiar as Micro e Pequenas Empresas. De consultora local a internacional, através do SEBRAE, Aline se jogou no mundo. Após as vivências internacionais, trouxe a perspectiva de Cidadã Global de volta às MPEs como Assessora da Diretoria Técnica na Capital, onde sua capacidade de assumir a Gerência do Escritório Regional de Bauru se apontou e se tornou realidade. Durante essa gestão, que se tornou um breve caminho entre o know how de mercado e o serviço público, um encontro de prefeitos promovido pelo E.R. promovia o cenário do novo capítulo que se iniciava, quando o eleito Clodoaldo Gazzeta a convidou para assumir a SEDECON - Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda, que se tornaria palco de uma reestruturação sem precedentes. Como construir, através do Poder Público, um ecossistema de inovação? E como abrir as portas da Secretaria para investidores, parceiros, com transparência e seriedade como base constitucional,junto ao empresariado local? 3 Perguntas: I - Como se inicia a sua jornada na SEDECON? O que te inspirou a enfrentar esse novo trabalho? - Nunca havia participado de uma experiência como parte integrante do Poder Público. Pelo Sebrae desenvolvemos técnicas para melhorar e ampliar competitividade, gerir melhor as empresas, consolidar os empreendimentos, avaliar os riscos, enfim, variáveis importantes no mundo dos negócios. Creio que a gestão de uma cidade, através de suas Secretarias e órgãos, deve e pode receber um olhar focado na verdadeira gestão. Fazer mais com menos, avaliar os custos, prospectar incentivos e buscar investimentos, valorizar os servidores e parceiros locais...e ao final, descobrir que o trabalho é muito mais que isso: é uma missão, um desafio gigante de manter o equilíbrio que costumo dizer chama-se “politécnico” , ou seja, manter a visão de gestora técnica, sem desviar do sentido político . E política é uma arte. Que quando bem aplicada, encanta, ajuda, resolve e muda a vida da gente. II - Quais foram seus desafios iniciais? - Acredito que pela primeira vez ( e este é o feedback que constantemente tenho recebido), a Secretaria tem uma técnica na estratégia. Com isso estamos avançando na construção e criação de leis, incentivos e programas que possam ampliar a visão do empresário de Bauru. Sempre coloco em debates diversos, a frase: “O que Bauru quer ser quando crescer?” Não termos uma cadeia única ou a denominada vocação, não vejo como ameaça ou fragilidade. Mais que isso, temos a oportunidade de expandir a cadeia produtiva do município para vários setores, posicionando a cidade como uma cidade que recebe em (no Turismo de negócios, por exemplo), que valoriza seus talentos locais e apóia o empreendedor a fica na cidade, ainda que a tarefa seja árdua . Pois em tudo dependemos das outras Secretarias e órgãos do Governo Municipal E o “timming” das entregas nem sempre é tão coeso e justo. A inovação e a tecnologia são outras fontes de criação, pois o potencial imenso que temos em Bauru, se baseia fortemente no pólo universitário que somos – uma mistura de boas universidades e gestores entusiasmados com a abertura e fomento que este governo, através de nossa Secretaria, está realizando. Prova disto é a criação da Comissão permanente de ciência e tecnologia que tem como grande desafio, a criação da Lei de Inovação de nossa cidade.Aí sim Bauru começa a aparecer não só pelo nosso sanduíche... Como mulher sempre fui muito respeitada. E esta gestão conta com várias mulheres de fibra e que como eu,aceitaram esta missão. III - Quais são suas causas pessoais? O que você pretende deixar de legado com relação às suas causas, ao término de sua gestão? - Tenho comigo uma máxima: “Quem não se envolve, não desenvolve”. Por isso quero fazer o meu melhor. Quero que meu filho cresça nesta cidade que escolhi para viver. Meu maior legado é meu nome, pois através deste trabalho, espero deixar um ambiente organizado, justo, que continue a ofertar a credibilidade que hoje conseguimos implantar através de ações claras e transparentes. Espero poder continuar contribuindo para o crescimento econômico do município, com muito trabalho e projetos que possam fazer a diferença na vida das pessoas!

3 Perguntas: Amanda Momente - A Importância do Repertório ao Arriscar

O 3 perguntas de hoje traz uma entrevista com a co-fundadora da Wonder Size: Amanda Momente. Quando abriu seu guarda-roupa e viu 12 calças iguais ela percebeu duas coisas: a primeira delas é que havia construído uma modelagem perfeita. A segunda era o potencial que aquela legging preta tinha de mudar vidas. Depois de voltar dos Estados Unidos e ter seu filho, Arthur, Amanda Momente decidiu voltar também a um dos seus hábitos favoritos: a atividade física. Depois de uma gravidez, notou que as roupas que comprava já não atendia bem às suas necessidades. Tecidos transparentes e modelagens desconfortáveis levaram Amanda a uma costureira para iniciar um processo de 2 anos para criar a legging perfeita. Nascia ali o que se tornaria a Joana Dar. Em 2017, somente com suas 12 leggings e uma jaqueta corta vento, ela procurou a maior feira plus size do Brasil para adquirir outras peças e ficou espantada ao descobrir que não existiam marcas especializadas em roupas fitness feitas pensando no corpo gordo. Daquele dia em diante ela não parou de falar com sua irmã/amiga de infância e posteriormente sócia Marioli Oliveira sobre sua ideia de negócio. Um mês depois, a primeira coleção da Wonder Size, com suas fundadoras Amanda Momente e Marioli Oliveira, desfilava no São Paulo Fashion Week Plus Size. 1) Durante toda a sua trajetória é possível identificar uma incrível capacidade de se adaptar a mudanças repentinas. Em qual momento da sua vida como empreendedora você considera que esta sua característica foi mais importante? Como você foi aprimorando ao longo do tempo essa sua inteligência para que suas decisões fossem mais assertivas? Em uma virada de ano, acredito que foi 2007 eu decidi que não iria mais me apegar em coisas ruins e que não ia sofrer horrores muito menos me rondar de negativismo. Então comecei a racionalizar os acontecimentos, mesmo que frustrantes mas sempre observando o que eu poderia aprender com o ocorrido.
Aprendi a não ficar me julgando e me alimentando de sentimentos ruins.
Parece clichê, sim. Mas pra mim funcionou muito!
Com isso, as pessoas a minha volta começaram a reparar que eu não sofria muito com as coisas, por piores que elas fossem.
Acredito que tenha sido uma das melhores decisões da minha vida, pois eu acabei sempre absorvendo o melhor de todos os meus momentos e vendo oportunidade em tudo ao me redor. (Ser otimista) Ajudou muito no empreendedorismo, passei a não me julgar por possíveis decisões erradas e simplesmente não voltar a comete-las. 2) Como ter um bom relacionamento no meio ajudou no seu crescimento empresarial? E internamente? Como entender as necessidades individuais de uma equipe é importante para o desenvolvimento do seu negócio? Eu sou do tipo de pessoa que se você der o cartão e disser: “Se precisar de algo, me liga!”, pode ter certeza que eu ligo. Aprendi que não preciso saber de tudo, e sim ter bons amigos que sabem.
Agora para gerir a equipe é um processo bem desafiador, pois no empreendedorismo de palco existem várias formulas mágicas de gestão de pessoas e feedback maravilhosos. Mas na minha quando se trata de pessoas, nada se aplica de forma prática.
Pois estamos falando de pessoas, de sentimentos diferentes, de diversas variações externas que podem influenciar em uma gestão. Eu sempre procuro ser justa, empática e não colocar as pessoas em uma gaveta. 3) O "boom do propósito” trouxe uma quantidade considerável de marcas abraçando o mercado plus size, contudo de forma superficial. Como empresária do ramo e mulher gorda, como você identifica uma marca que realmente se preocupa com o cliente e suas necessidades? É bem difícil encontrar empresas assim. Hoje existem muitas marcas que realmente olham com oportunismo em tudo, e pelo fato da mudança do consumo, da cliente precisar se identificar com o propósito, é fácil ver quem não achou o seu até hoje.
Não que a Wonder não tenha a visão da oportunidade de mercado, mas o fato de nascer de forma genuína faz com que as clientes percebam e até o próprio marketing e ações seguem de forma mais intuitiva e menos forçada, pra nós é fácil fazer isso, afinal trabalhamos com a realidade.
É muito fácil ver as marcas em todos os setores que são apaixonadas pelo que fazem REALMENTE, faz a gente querer fazer parte delas e interagir de forma natural, como a Nubank por exemplo. Conheça a Wonder Size aqui. O Instagram da Amanda é @amomente

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