100º dia de 2021: o que você fez até aqui?

No último dia 10 de Abril completamos os 100 primeiros dias do ano. Esta data é um marco para os governos em torno do mundo e com o este balanço é possível entender a dimensão das nossas ações em assuntos tão importantes como política, saúde, meio ambiente e tantos outros. Além dessa dimensão é possível também perceber que, a cada dia que se passa, nossa corrida contra o tempo só aumenta. As expectativas para o desenvolvimento das pautas citadas acima, em sua grande maioria, são negativas. E como faremos para cumprir com as 160 metas estabelecidas pela #DécadaDeAção ? Vamos dar uma volta no mundo e acompanhar as principais notícias de 2021. Oriente Médio: O Oriente Médio por muito tempo passa por muitas crises políticas, econômicas e principalmente por conflitos armamentícios. Um dos pontos recorrente é a fome. Em 2021, de acordo com o Conselho de Segurança, mais de 16 milhões de pessoas passarão fome no Iêmen, o motivo seria a decisão dos EUA de incluir o grupo Ansar Allah, também conhecido como houthi, como entidade terrorista. Este decisão pode gerar uma crise na importação de alimentos, atividade responsável pela saída dos investidores no comércio do país. Durante meses, as agências humanitárias se opuseram à medida, pois acreditam que isso deve acelerar a fome no Iêmen em uma grande escala. Outro país que passa há anos por grandes conflitos é a Síria, com a chegada da Pandemia tivemos impactos adicional nos problemas pré-existentes. Os sírios enfrentam ainda o aumento da fome e da pobreza, deslocamento contínuo e ataques contínuos. Américas: Já nas Américas os maiores problemas são provenientes de crise econômica e política. De acordo com a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, o aumento da pobreza e prejuízo a indígenas empurram Américas para dificuldades profundas. A grande preocupação é com “ataques contínuos a ativistas ambientais, defensores dos direitos humanos e jornalistas, incluindo assassinatos” na região. Ela destacou ainda “o uso indevido do direito penal para silenciar vozes críticas”. Nas Américas, a pandemia agravou a crise nos já fracos sistemas de segurança social, desigualdades estruturais e discriminação de longa data, especialmente vividas por afrodescendentes e povos indígenas. Ela citou ainda as economias pouco diversificadas e o alto número de empregos informais. Toda essa crise pode ser considerada para as américas uma Década Perdida. Vocês percebem a dimensão dos problemas pelos quais estamos enfrentando nos últimos anos? Europa: Na Europa a maior preocupação é com a saúde e a velocidade que os países então lidando com os efeitos da pandemia de Covida-19. A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que acelerar a vacinação contra a Covid-19 na Europa é crucial após o surgimento de novos casos. N início do mês de Abril, a transmissão aumentou na maioria dos países da região, com 1,6 milhão de contaminações e cerca de 24 mil mortes, e até então, apenas 10% da população total da região tinham recebido 1 dose de vacina e 4% terminaram sua imunização. Ásia e Pacífico: Na Ásia e Pacífico, além das preocupações com o Covid-19, também existe inúmeras tensões políticas internas a serem resolvidas. A Índia, por exemplo, já ultrapassou o recorde global de novas infecções pelo coronavírus no dia 16 de Abril, quando registrou 332.730 novos contaminados em um único dia. E uma notícia boa, entre tantas outras, é que a filipina Maria Ressa receberá prêmio de Liberdade de Imprensa. Autoridades filipinas já a prenderam por “crimes” cometidos no exercício da profissão. Ela também sofreu ameaças e intimidações pela internet e fora dela. O Prêmio de US$ 25 mil reconhece a contribuição dos jornalistas à defesa e promoção da liberdade de expressão especialmente face ao perigo que correm para levar a notícia ao mundo. África: Na África os maiores problemas são provenientes da violência e da fome. Na Somália, ex-senhores da guerra e líderes de clãs teriam participado nas tensões entre forças pró-governo e unidades militares que apoiam a oposição. Já em Moçambique mais de 950 mil pessoas enfrentam fome severa no norte do país. O Programa Mundial de Alimentos disse que a crise na província de Cabo Delgado, em Moçambique, está se agravando, à medida que milhares de pessoas fogem da violência e estão à beira da fome. Todos estes conflitos, problemas são apenas nos 119 primeiros dias do ano de 2021. Qual é a história que queremos contar sobre este ano? Diante de todas as situações, nos parece que estamos cada vez mais longe de contribuir com o alcance das metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). E a nível local, qual sua percepção deste início de ano? O que podemos fazer para mudar nossa realidade, em nossa comunidade, município, estado? É por isso que entre os dias 26 de abril e 27 de junho, a LM promoverá autoestima aos indivíduos, comunidades e organizações para essas pautas em questões. Nosso incentivo será a nível local, através do Método LM, que reúne nossos conhecimentos de branding e webdesign pautados na economia criativa, no empreendedorismo e design participativo (codesign). A intenção é reforçar a importância de conceitos que se originam na década de 70 para embasar o desenvolvimento social sustentável em prol do atingimento das metas das ODSs. Vamos juntos nessa?

2021: O Ano da Economia Criativa

O Cria Bauru foi idealizado para potencializar o impacto da criatividade e inovação do bauruense, através de palestras e oficinas das mais diversas áreas. O evento tem como base o Dia Mundial da Criatividade e Inovação, data internacional do calendário da ONU (Organização das Nações Unidas), e em 2021, será online e gratuita com o tema "O Ano da Economia Criativa". O Cria Bauru 2021 será realizado nos dias 21, 22 e 23 de abril, as atividades serão transmitidas pelo canal do YouTube. As inscrições para participar já estão abertas e podem ser feitas pelo link: criabauru.com.br/inscricoes. O evento conta com a parceria de diversos núcleos de criatividade e inovação da cidade. E nós da LM&Co tivemos o imenso prazer em fazer parte desse projeto, e sermos os responsáveis por sua identidade visual. Conheça um pouco do trabalho desenvolvido para o Cria Bauru: Por que o ano da Economia Criativa? "O Dia Mundial da Criatividade é estabelecido pela Unesco justamente porque, a Economia Criativa, se apresenta como uma alternativa para o desenvolvimento social sustentável, pois a criatividade é sua matriz e e sua fonte é inesgotável." comenta Lucas Melara, patrocinador master do Cria Bauru. Ele ainda comenta que a criatividade é o combustível sustentável para o desenvolvimento social e que teve a oportunidade de ver o crescimento do evento desde sua primeira edição em São Paulo, capital, e mesmo em um evento online espera se conectar com as pessoas e conhecer suas história de vida que são responsáveis por construir um ambiente melhor para o próximo. LM&Co. no Cria Bauru: No dia 23 de Abril a LM será representada por seu fundador, Lucas Melara, na palestra "Design em Quarentena: A Economia Criativa na Linha de Frente da Sustentabilidade". Neste dia teremos a oportunidade de debater sobre como o sistema atual não tem sido capaz de prevenir a pandemia e conter os danos socioeconômicos dela decorrentes, e como os pesquisadores e profissionais de várias áreas do conhecimento apresentaram soluções não apenas para prevenir ou tratar COVID-19, mas também para enfrentar as consequências humanitárias da pandemia. Traremos a perspectiva da Inovação Social presente na Economia Criativa, e como ela é correspondente às novas soluções que são mais efetivas para solucionar problemas complexos. Em uma perspectiva pós-pandêmica, saiba como o design pode nos auxiliar a construir um mundo novo e mais sustentável, reforçando a necessidade de implementar mudanças planejadas e não somente por desastres. Quer saber mais sobre o evento? Acesse: https://www.criabauru.com.br/ Nós estamos ansiosos para se conectar com a criatividade que existe em você!

3 Perguntas - Flávia Apolinário: A Autoestima como Ferramenta de Transformação

Com mais de dezessete anos de experiência em publicidade, comunicação e mentoria de carreiras, a paulistana Flávia Silva Apolinário é uma mulher de tirar o fôlego! Especialista em PNL, Técnicas de Liderança e Comunicação, Psicologia positiva e Branding, Flávia também é presidente da ONG Flá Apolinário em parceria com o Projeto Arrastão, uma organização sem fins lucrativos que desde 1968, acolhe e dá suporte às famílias da região do Campo Limpo que vivem em situação de pobreza. Levando estudos de autoaceitação, modelos mentais e empoderamento para adolescentes de 13 a 18 anos, a ONG Flá Apolinário atua diretamente no desenvolvimento humano focado na autoestima e no desenvolvimento das comunidades que é feito junto com as famílias, oferecendo educação, cultura, geração de renda e qualidade de vida. Autora dos livros "Despertar da Sua Imagem", "Geórgia Aprende A Amar" e "Consultoria de Imagem, Esporte e Upcycling", Flávia afirma que seu maior dom é levar clareza para as pessoas. Para entender melhor sua visão de mundo, Flávia gentilmente respondeu a três perguntas do nosso time editorial! Confira: LM: Flávia, na sua visão, como podemos tomar pequenas decisões no dia-a-dia que passam a nos aproximar dos objetivos globais de sustentabilidade? FA: Por mais que muitos influenciadores hoje digam que as pequenas ações não fazem efeito, eu sou do contra! Acredito e muito que nossas ações, mesmo que pequenas, podem contribuir para um futuro mais sustentável. Eu reciclo, faço muito Upcycling e incentivo todos ao meu redor para que façam o mesmo. LM: Pela sua experiência, o quanto nosso ideal de futuro nos priva de ter uma vida mais sustentável? FA: Acho que a pressão da urgência para tudo prejudica muito. Vou dar um exemplo: Estamos muito mal acostumados - se quisermos morango, temos morango o ano inteiro, o que não é nada natural, afinal, deveríamos nos alimentar de acordo com as frutas da estação. No entanto, estamos num planeta superpopuloso e isso também não ajuda na urgência por comida. A vida agitada, a quantidade de informação que recebemos, a ansiedade que quase todo mundo tem, também não ajuda em nada. LM: Como seu projeto transforma vidas? FA: Além de promover programas de arrecadação de produtos e materiais que atendam às necessidades básicas, dou aula para eles usarem todas as qualidades, trabalhando a autoestima e assim, enxergarem a mudança em si e depois, em volta deles. Saiba mais sobre Flá Apolinário e conheça o trabalho dessa profissional transformadora clicando aqui.

3 Perguntas: Martha Maria de Oliveira - As OSCs em prol de uma comunidade mais igualitária

Martha Maria, pedagoga de formação, com seus 58 anos vem escrevendo uma história de muita luta e coragem em prol dos jovens em Bauru/SP. Há 16 anos trabalha na Casa da Esperança, projeto o qual foi convidada para assumir a direção e se alegra muito em fazer parte. Toda sua bagagem adquirida enquanto professora de escolas municipais e particulares foi trazida para dentro da Casa da Esperança. A finalidade da CaespeBauru é garantir a proteção social dos cidadãos, com o apoio a indivíduos, famílias e comunidade no enfrentamento de suas dificuldades, através de serviços para fortalecer as famílias e suas relações. O projeto é o braço social da Comunicação e Missão Cristã (CMC) e uma Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos, fundada pelo pastor Abílio Pinheiro Chagas. Sua gestão começou atendendo 70 crianças e hoje a Casa da Esperança atende a 210 crianças. De maneira extremamente afetuosa, Martha responde a série de 3 Perguntas abaixo. 1. O que é mais importante para o funcionamento de uma ONG? Primeiro, resiliência. Se você não souber superar as as adversidades, se você não entender quando uma coisa não deu certo, que tudo vai ficar bem, que temos que aprender a buscar novos caminhos, é melhor não começar. Precisamos ter o objetivo e um foco bem definido, para que possamos andar em ter muita disposição, ter uma equipe de trabalho exemplar, ter recursos financeiros, porque sem isso nós não conseguimos, não é? É preciso buscar parcerias adequadas para manter a organização sem depender 100% de investimentos públicos. Outra coisa, também muito importante pro funcionamento da organização, é ser flexível sem se perder do seu objetivo. É aproveitar a maior liberdade das Organizações da Sociedade Civil, e tornar ela menos burocrática que o Estado. 2. Como está o cenário brasileiro e municipal com relação ao fomento da Casa da Esperança? Como as empresas e a sociedade civil pode contribuir com a manutenção dos serviços oferecidos pela ONG? Nós estamos numa situação muito triste, muito catastrófica com a pandemia, e essa situação com certeza iria afetar também o terceiro setor. Mas a nossa prefeitura, em especial, está suprindo e está cumprindo com todos os seus compromissos. Os recursos do estado e da federação foram suspensos por falta de verba, mas esse déficit está sendo complementado pelo município, importante frisar que em momento algum nós ficamos sem recursos. Tivemos sim que cortar despesas, tivemos que fazer um um novo modelo de plano de aplicação e reduzir os nossos gastos, mas tudo isso acordado em conversas. Já com relação às contribuições, as empresas e sociedade civil podem contribuir financeiramente, isso é essencial, porque sem dinheiro nós não fazemos nada. Além de doações diretas, existe a possibilidade de direcionar parte do dinheiro através do Imposto de Renda. O município tem um projeto que dá destino financeiro, principalmente das empresas, para as organizações Sócio Assistenciais e é muito importante que os empresários tenham esse compromisso com a sociedade. Isso nos fortalece. Existem outros diversos meios de ajudar. A doação alimentos, roupas, mão de obra, principalmente a mão de obra mais qualificada, por exemplo, o médico, a farmácia, a ótica, toda essa ajuda pode contribuir para diminuir a fila de atendimentos referentes à saúde, por exemplo. 3. Qual o processo para alguém que gostaria de fundar uma Organização Não-Governamental para o trabalho com alguma situação de exposição ou vulnerabilidade? Bom, primeiramente é preciso ter idealizadores. Nós precisamos uns dos outros para essa luta. Depois é preciso definir a área de atuação, seja ela social, cultural, da saúde, meio ambiente, defesa dos direitos, educação, seja o que for. E então, responder estes questionamentos: Qual o problema social que eu quero enfrentar? E quais os recursos que eu preciso dispor? Eles são recursos físicos, financeiros, humanos? Depois questões burocráticas como: Criar uma associação através de um contrato e oficializá-la; Redigir um estatuto, fazer uma assembleia com os seus associados para sua aprovação e registrá-lo em ata no cartório; Fazer a inscrição na Receita Federal pra obter o CNPJ; Fazer o registro no INSS; Registrar-se também na Caixa Econômica Federal pra FGTS; Fazer o Registro na Prefeitura e na Secretaria da Receita Estadual; E se houver funcionários, é preciso também registrar todos eles na Delegacia Regional do Trabalho. A partir de 2014, aprovou-se uma nova lei nacional que foi a Lei nº13.019, essa essa Lei Nacional norteia essas parcerias entre as organizações e o poder público com regras de maior transparência e um grande acesso as informações então isso facilita muito pra quem de alguma forma deseja contribuir com a sociedade através de uma OSC. BÔNUS: Qual é a importância da juventude para o alcance de uma sociedade mais equânime? As OSC (Organizações da Sociedade Civil) ou as ONGs, trabalham para aumentar a eficiência da política pública, e essa função dela é sempre inovar e trazer soluções criar condições favoráveis a sociedade. Nosso intuito é a otimização dos resultados que criam e desenvolvem redes de conhecimento e de ação. E o conceito de compartilhamento é essencial porque ninguém consegue fazer nada sem o outro. Ninguém consegue mudar o mundo sozinho. Muitos jovens têm a oportunidade e a possibilidade de conhecer e fazer parte de uma realidade bem diferente do que tem vivido e expandir a sua visão de mundo. O jovem, em sua grande maioria, está preparado para lidar com um mundo novo e contribuir com um olhar mais aberto. Além de buscar parcerias com essas ideias novas, eles tendem a encontrar grandes soluções aos problemas pontuais da realidade onde a organização está inserida. E esses jovens conseguem parcerias com empresários, que por sua vez também são ajudados em suas ações de Responsabilidade Social. Quem é que sai ganhando é a sociedade como um todo. Então, por isso, o jovem é tão importante nessas causas das nossas organizações.

3 Perguntas: Sônia Mozer - Entrelaçando a História com o Presente e o Futuro.

A Professora bauruense Sônia Maria Mozer vem escrevendo sua história como educadora desde os 1956, enquanto ainda era aluna do Ensino Médio. Licenciada com Especialização em História e Estudos Sociais, já trabalhou em escolas públicas e privadas, como o Colégio Técnico Industrial "Prof. Isaac Portal Roldán", o CTI da Universidade Estadual Paulista, instituição qual também foi docente no curso de Jornalismo da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, a FAAC. Hoje, Sônia é professora dos alunos do Rembrandt COC, forte instituição local, que pauta sua grade curricular na excelência dentro e fora da sala de aula, prezando pelo contato humano de seus alunos com a comunidade de Bauru, promovendo Bingos Solidários em abrigos de idosos e atividades internas como a "Semana de Combate ao Bullying" - essa última que teve frutos visíveis para quem pode participar do I Sarau Rembrandt, de notável ambiente acolhedor ( e que pode ser conferido através do aftermovie do evento clicando aqui ) "Isto significa que estou em sala de aulas há mais de 50 anos e esse trabalho ainda me encanta. Pelo contato com os jovens e pelo estudo de uma ciência tão rica como a História." - diz Sônia, que responde de maneira extremamente afetuosa a série de 3 Perguntas abaixo. 1. Você já viajou mais de 50 países. Quais são os paralelos que você faz entre suas viagens e a realidade de Bauru, pensando no momento político em que vivemos e o bem que podemos fazer uns para os outros? Estudar História é viajar no tempo. Esse estudo é um encanto que nunca acaba. Mas viajar no espaço é uma dádiva que não tem preço. Para um estudante de História viagens levam aos locais onde os processos históricos ocorreram. O bônus é que junto a isso o viajante conhece , outros povos e outras culturas. E é fascinante perceber ao conversar com um sueco, ou um vietnamita ou um jordaniano que somos irmãos em aspirações e problemas e o que nos aproxima é muito mais significativo que quaisquer diferenças. Quando um chinês abre o celular para mostrar as fotos de seus netos ou uma marroquina te leva à sua humilde casa no alto dos Montes Atlas para tomar chá ou uma criança nepalesa te mostra o desenho que ela fez na escola, você percebe que fazemos parte de uma enorme família humana. Viajar se torna uma aprendizagem de respeito e fraternidade. Nesse contexto, o atual momento político mundial preocupa porque parece intolerante e construtor de muros, em vez de pontes. Mas sou otimista, já aprendi que o avanço da humanidade não é linear, é feito de avanços e recuos. Vamos superar. 2. Qual a importância de conectar a vida dos seus alunos com realidades distintas? E qual a razão de promover isso? Uma das funções da escola é fazer a transição do privado para o público, ou seja ensinar a criança e o adolescente a conviver de maneira harmoniosa com o outro. Por isso tento aproximar meus alunos de pessoas com as quais eles não convivem muito no dia-a-dia: idosos que vivem em abrigos e crianças de creches públicas. No Rembrandt COC, de Bauru, fazemos trabalho voluntário junto a esses dois segmentos. Pamella, uma das coordenadoras da escola, (que é uma pessoa incrível) lidera o trabalho numa creche e eu, num abrigo de idosos. Fazemos isso há mais de cinco anos e tenho grande alegria em acompanhar esses jovens (entre 14 e 17 anos) em seu trabalho solidário e afetuoso. Um testemunho repetido muitas vezes é que eles saem da atividade melhores do que entraram, uma prova de que quando ajudamos ao outro, ganhamos mais do que doamos. Desde o ano passado transformamos essas atividades em disciplinas eletivas porque a escola entende que esse aprendizado é uma parte importante da formação dos alunos. 3. Qual é o seu legado para os alunos que passam pela sua vida? Não sei se deixarei um legado. Mas tento fazer duas coisas na minha profissão: Ensinar História para ajudar o aluno a estabelecer sua identidade e entender como o presente foi criado e as possibilidades de transformá-lo; e finalmente, ajudar meus alunos a olhar o outro, com um olhar respeitoso e solidário. Sônia Mozer é autora da coletânea "Descobrindo A História" - acompanhada por Vera Telles, com série publicada pela Editora Ática. E também, estrela do episódio de "Fazendo Social", quadro do Social Bauru, escoltada pelo jornalista Vinícius Fernandes.

5 fatos que comprovam que os anos 70 são agora!

Você já ouviu falar que o tempo é cíclico? Como a moda, que por diversas vezes resgatam as tendências que já foram de outros anos, sabe? Dentre vários papos cabeças que tivemos aqui na LM, nós chegamos na questão de que o tempo tem uma sucessão de fatos que se repetem de tempos em tempos. E analisando os últimos acontecimentos no Brasil e no mundo, reparamos uma certa similaridade com os anos de 1970 e separamos 5 fatos que comprovam que os anos disco são agora! 1. Crise econômica Em 1973 passamos pela crise mundial do petróleo - OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) que aumentou o preço do barril em mais de 300%. E aqui no Brasil, também passamos pela fase do "Milagre Econômico". Em 2020 entramos novamente em uma recessão econômica global, que provavelmente será conhecida como a crise do coronavírus. No entanto fatores se combinaram à pandemia global para formar esta crise financeira, como um novo crash do petróleo, em que o preço do petróleo desabou 30% devido à guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita. Com o avanço da Covid-19, o pânico tomou conta do mercado financeiro e da sociedade no geral. O medo da recessão global somado ao contexto da guerra de preços fez com que a B3 acionasse o circuit breaker repetidamente durante 2020. 2. Consumismo x Política Sustentável Nos anos 70 observamos um surto de desenvolvimento tecnológico voltado para a vida doméstica, sobretudo nos Estados Unidos. Era a época do “American Way of Life” (o modo de vida americano), que se tornava um modelo para todo o mundo ocidental focado no consumo e para contrapor este cenário foi iniciado o movimento de Contracultura com uma profunda crítica ao sistema capitalista e aos padrões de consumo desenfreado. E nos dias atuais não é muito diferente, hoje nosso consumo é impulsionado pelo movimento de "influência" difundido pelas redes sociais, em que consumimos sem necessidade e sem pensar nos impactos disso na sociedade. E hoje o movimento contrário a influência temos o conceito do "Bem Viver" de Alberto Acosta. Os padrões de consumo deste movimento devem olhar para um prazo longo de sustentabilidade. Os valores encorajam padrões de consumo dentro dos limites ecológicos possíveis e aos quais todos possam aspirar. 3. Inovação e tecnologia Na década de 70 houve importantes avanços tanto das telecomunicações quanto das tecnologias de integração de computadores em rede. Um exemplo delas foi a fibra óptica produzida em escala industrial pela primeira vez na década de 1970 pela Corning Glass, o microcomputador que foi inventado em 1975, e o primeiro produto comercial de sucesso, o Apple II, em 1977. E hoje temos importantes avanços também com a Apple que dobrará investimentos em produtos, temos o primeiro ano de uso comercial da rede 5G – que em 2019 estreou timidamente em países como Estados Unidos e Coreia do Sul, e também alguns avanços importantes em tecnologias espaciais. 4. Polarização política Os anos 70 também foram marcados por muitas tensões políticas, como golpe militar no Chile, a Guerra Civil no Líbano, a Guerra do Afeganistão, a Revolução dos Cravos em Portugal e a Revolução Sandinista na Nicarágua. Atualmente voltou-se para questões de polarização como direita x esquerda em diversos governos do mundo, assim como ocorria em 70. Temos os desdobramentos da corrida presidencial nos Estados Unidos que devem provocar mais volatilidade e também os protestos em Myanmar contra o regime militar atual. 5. Movimentos sociais Depois do verão do amor de Woodstock, o surgimento de novos sons e de questionamentos na sociedade, a liberdade sexual chegou com tudo. Relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, o surgimento de métodos contraceptivos e a legalização do aborto são temas que começaram a ganhar força na sociedade dos anos 1970. E hoje não é diferente, temos inúmeros movimentos sociais com suas próprias dores e lutas, sendo eles: Black Lives Metter, Nenhuma a Menos, os movimentos LGBTQIA+, os Movimentos Estudantis e outros mais. E você, acredita que estes acontecimentos estão relacionados a ciclicidade do tempo ou são apenas coincidências? Compartilhe com a gente.

A Década da Ação já começou!

Aliás, o que é a Década da Ação? O que este fato impacta em nossas vidas? A década de 2020 é o prazo que todos os países-membros da ONU têm para cumprir as 169 metas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. E em 2019 os líderes globais lançaram a campanha "Década da Ação" para impulsionar o cumprimento das metas até 2030. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável foi o primeiro pacto da humanidade para que todos se empenhem em melhorar o futuro do nosso ambiente, englobando em 360º todos os aspectos do bem-estar humano, como o meio ambiente, o desenvolvimento sustentável, direitos e deveres e mais. No entanto, temos certeza que você já conhece os objetivos e que possivelmente já tenha lido algo aqui em nosso blog, não é? Mas a questão principal é, qual é o meu papel nesta causa? Qual meu papel na "Década da Ação"? Sim, nós temos um papel importante no cumprimento das ODS, mesmo que os responsáveis finais sejam os países-membros da ONU. Menos de 10 anos é o tempo que temos para melhorar as condições de vida da humanidade no planeta terra, e precisamos de mobilização social para incentivar a comunidade a estabelecer metas para que isso seja cumprido, por isso acompanhe algumas dicas do que você pode fazer para contribuir com este marco: 1. Apoiar negócios locais sustentáveis É o famoso trabalho de formiguinha! Existem inúmeros trabalhos locais que tem como premissa a sustentabilidade. O seu vizinho artesão que reutiliza materiais que seriam descartados. Costureiros e costureiras que reutilizam roupas para recriar uma nova peça. O moço da feira livre do bairro que planta os alimentos em sua propriedade e assim por diante. Além de ser sustentável, você apoia os pequenos empreendedores e aprende cada vez mais sobre o consumo consciente. 2. Fornecer conhecimento técnico É preciso conhecimento técnico para complementar serviços essenciais nas áreas dos chamados “assuntos inacabados dos ODS”. Por exemplo, se você for um profissional da área da saúde você pode se voluntariar para contribuir com alguma logística das Unidades Básicas de Saúde do seu bairro (ODS 3). Se dividirmos nossos conhecimentos em prol de alguma ação concreta teremos muitos trabalhos de qualidade e efetivos, pode apostar! 3. Coletar Dados Você em conjunto com as lideranças do seu bairro podem avaliar o progresso dos ODS e aumentar o conhecimento local através de formulários participativos de monitoramento, divulgação local e disseminação de ferramentas como o MY World 2030. 4. Incentivar Organizações sem Fins Lucrativos Existem muitas formas de você incentivar ONGs de sua cidade, do seu estado até mesmo do país ou internacionais. Uma delas é se voluntariando, colocando a mão na massa realmente e contribuindo com as ações propostas pela a organização. Outra forma e fazendo doações, que podem ser através de campanhas ou as doações recorrentes. Esta é uma forma válida para apoiar e incentivar para que essas ONGs continuem exercendo suas funções e principalmente de dialogar com nossos representantes em prol da melhoria contínua de nossa comunidade. 5. Pressionar nossos representantes Você sabia que a mudança global do clima é uma das principais barreiras para o cumprimento de quase todos os ODS? O relatório “The Heat is On”, lançado em 2019 pela Convenção-Quadro da ONU sobre a Mudança do Clima e o PNUD, destaca que há diversos sinais, em todas as partes do planeta, de que diferentes nações enfrentam os efeitos adversos da mudança do clima. Nos últimos anos também acompanhamos que o Brasil desempenhou pouco o papel de contribuir para a melhora das condições do clima. É preciso, de fato, pressionarmos o Governo Federal para cumprir com as metas de proteção ao ambiente e sobres questões de emissões de gases de efeito estufa. Você pode participar de petições, participar de pesquisas em âmbito federal, acompanhar discussão no Congresso Federal e acompanhar as decisões de nossos ministros e presidente. E o que a LM faz para contribuir? Se tem algo que amamos é o impacto social! O nosso público são empreendedores que acreditam em um propósito, querem realizar o sonho de transmitir esse valor para outras pessoas em forma de produto/serviço e necessitam da construção dessa proposta com estratégias bem definidas e ferramentas digitais adequadas. A partir disso, queremos difundir o design social, e fazer com que os empreendedores que estejam criando/recriando a história da marca e procurem a LM para fazer parte dessa narrativa como ferramenta de construção, revertendo parte do faturamento investindo em impacto social. Agora é a hora! Faça parte desse impacto com a LM, acesse: bit.ly/atendimento-decada-acao

Boas práticas no e-commerce: você sabe quais são?

Você já ouviu falar que a Internet é “terra de ninguém”? Esse termo popular, serve para fazer referência a um espaço onde tudo acontece ao mesmo tempo. A todo momento, novas informações, notícias, e entretenimento, são apresentados diante da tela do computador, tablets ou dispositivos móveis. É verdade que a Internet deu autonomia para os indivíduos em diferentes setores, inclusive, no setor comercial. A possibilidade de venda pelo mundo “online” facilitou a rotina de milhares de pessoas. De acordo com a ABCOM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), em 2020 houve o crescimento de 18% deste tipo de comércio, em relação ao ano de 2019. Porém, engana-se quem pensa que, apesar de estar em ascensão, esse setor digital não possui nenhum filtro quando o assunto é o E-commerce. O Decreto nº 7.962 de 2013 surgiu para solidificar esse cenário. Trata-se de um diploma legal voltado especialmente para o comércio eletrônico – independente do tamanho, e tem como objetivo regular e complementar as normas presentes no Código de Defesa do Consumidor. Além disso, o decreto também garante a segurança do lojista perante o digital. Na prática, como ocorre? Para aplicar o que esse decreto descreve na prática, é preciso estar em uma lista com diferentes exigências. Confira 03 tópicos que são importantes sobre o assunto: Informações claras e viáveis seja de um produto ou serviço Tudo precisa ser compreendido pelo internauta. Aqui, trata-se desde a composição do que é oferecido, taxa de entrega, formas de pagamento. Quanto mais detalhado tudo sobre o processo até a entrega, melhor. Lembre-se que a usabilidade e o design são elementos fundamentais que entram nesse grupo, desse modo, sua empresa não sai prejudicada;

Cuidado com a propaganda enganosa
Tenha cautela no que for oferecer e não prometa algo que não pode cumprir. Caso isso aconteça, pode ser extremamente prejudicial para o seu negócio – que pode terminar com denúncias no Ministério Público ao CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária);

Atendimento facilitado ao consumidor
O suporte ao consumidor precisa ser executado de maneira eficaz, e que não demore mais de 24h para sanar a dúvida transmitida à empresa. Empresas de grande porte trabalham com SAC, por exemplo. Outras com chatbots ou procedimento de perguntas frequentes – FAQ. O importante é não ignorar a necessidade desse atendimento.

E você? Já conhecia algumas dessas exigências para o Comércio Eletrônico? Compartilhe com a gente nos comentários!

Design em Quarentena: O papel do Design Contemporâneo na Pandemia

Desde o início da pandemia de Covid-19 o design desenvolveu um papel importante para o desenvolvimento da comunicação digital. E neste post traremos 3 perspectivas do Design desempenhar seus papéis sociais e políticos. Os temas abordados foram baseados no artigo:"Contemporary Design in Quarantine: a Critical Review of Design Responses to Covid-19 Crisis"de Iana Uliana Perez, Lucas Furio Melara, José Carlos Magro Júnior, Mônica Moura. Sabemos que o cenário contemporâneo é palco de múltiplas crises sistêmicas - econômicas, políticas, sociais e ambientais -, que são agravadas pela pandemia e podem ser vistas como sua causa. Em todo o mundo, o sistema atual não tem sido capaz de prevenir a pandemia e conter os danos socioeconômicos dela decorrentes. Por outro lado, pesquisadores e profissionais de várias áreas do conhecimento apresentaram soluções não apenas para prevenir ou tratar COVID-19, mas também para enfrentar as consequências socioeconômicas da pandemia. E para contribuir de forma positiva para este cenário, o design contemporâneo registra a expansão nas relações humanitárias e sensíveis, e traz à tona a urgência da transição para a sustentabilidade e a necessidade do questionamento dos atuais modelos de produção e consumo. Design é mais do que vemos nas redes sociais, nesta área em questão podemos ver e viver o papel social e político do Design Contemporâneo, e isso nos mostra que é cada vez mais importante e relevante a se atentar as três abordagens de design apresentadas a seguir. Inovação Social A responsabilidade social e política dos designers não é um tema novo. Muitos estudiosos e profissionais da área defendem a ação social e ecológica dos designers, baseada em sua responsabilidade e conscientização dos trabalhos desenvolvidos, levando em conta o desempenho político e social do designers. Neste caso a Inovação Social é correspondente à novas soluções que são mais efetivas, sendo elas voltadas a solucionar as demandas sociais e melhorar a sua autonomia para solucionar problemas complexos. Portanto, o papel dos designers não é mais projetar produtos e serviços "fechados", mas expandir as capacidades das pessoas, colaborando na criação e implementação de novas formas de vida e ação às quais os indivíduos envolvidos atribuem valor significativo. Design Ativista “Não dá para separar o design da vida pessoal, da mesma maneira como não dá para separar o design da política” diz Ruben Pater. E é dessa forma que se comporta o Design Ativista. O termo “Design Ativista” surgiu em 2004, quando a 5ª Conferência da Pacific Rim Community Design Network definiu um de seus eixos temáticos como “movimento cidadão e design ativista”. Desde então, o ativismo do design tornou-se uma narrativa emergente no campo do design, paralelamente ao ressurgimento da discussão social e do interesse pela prática do design. Essa prática indica pensamento, imaginação aplicados consciente ou inconscientemente para criar contra narrativas que promovem mudanças nas esferas sociais, institucionais, ambientais ou econômicas. Dessa forma, são necessárias novas iniciativas de design - como a inter-relação com outras áreas do conhecimento - na busca por cenários mais sustentáveis ​​por meio do design de transição. Design de transição Diante da incapacidade do sistema atual de lidar com a emergência do COVID-19 e a demanda por reestruturar nosso modo de vida indefinidamente, muitas pessoas questionam o sistema econômico, político e social contemporâneo, fato que leva à necessidade de mudanças. O projeto de transição se concentra em mudanças radicais e sistêmicas em diferentes níveis: cultural, institucional, organizacional, social e tecnológico. O Design de Transição desenvolve e analisa cenários baseados em locais para futuros sustentáveis ​​com base em teorias e ideias de ciências sociais, humanas e engenharia que lidam com mudanças sociais e tecnológicas. Em uma perspectiva pós-pandêmica, o design de transição pode ajudar a construir um mundo novo e mais sustentável, reforçando a necessidade de implementar mudanças planejadas e não por desastre. Obviamente, a abordagem de design para desastres é vital para enfrentar a crise de saúde, mas é importante destacar a necessidade de focar mais nas possíveis contribuições de design de transição. E você sabia das múltiplas possibilidades do papel do Design em contribuir com nosso mundo cotidiano? Aqui na LM, a cada cliente que chega, a cada novo projeto, apresentamos essas possibilidades de se criar uma comunicação efetiva e que ajude os negócios a enfrentarem as adversidades do mercado, da política, da sociedade, e tudo isso em prol de um mundo melhor e mais democrático para todos nós! Contribua você também para um design mais responsável e faça parte deste movimento.

Relacionamento: Traduzindo o físico no digital

A revolução digital está transformando nossas vidas de maneira sistêmica. A tecnologia está inserida tanto no ambiente profissional quanto em nossos comportamentos e hábitos sociais, e não há dúvidas de que ela está influenciando nossas vidas. Seja facilitando os processos do dia a dia, mudando o jeito como nos comunicamos, aumentando o acesso à informação ou transformando nosso relacionamento em comunidade. Mas de que forma os comportamentos humanos na internet influenciam no modo de fazer negócio? Qual a melhor forma de usar as ferramentas digitais? E como inserir hábitos analógicos no mundo digital? Vem com a gente discorrer um pouco sobre este assunto! 🤓 A tecnologia revolucionou a maneira como vivemos e trabalhamos. Ela transferiu grande parte dos processos analógicos (o ‘mundo off-line’) para o digital, diluiu as barreiras físicas e permitiu que estivéssemos disponíveis online, tornando possível transformar qualquer dispositivo conectado à internet em ferramenta de relacionamento. Apesar de toda essa movimentação, podemos visualizar que o mundo digital é uma extensão da nossa vida off-line. Grande parte dos comportamentos que temos na vida real, reproduzimos na internet, e este é o grande desafio das marcas 🤯 Como utilizar as ferramentas da internet para se relacionar? Vivemos uma era da comunicação com uma sobrecarga de informações, de forma que ninguém mais consegue forçar um indivíduo a prestar atenção ao que não for relevante para ele. A atenção das pessoas se tornou o principal e a mais valiosa estratégia das empresas. Nesse contexto, uma das maneiras mais eficientes de chamar a atenção das pessoas é causar engajamento por meio de alinhamento de valores compartilhados, embutindo nos produtos e marcas. Por isso, podemos utilizar algumas ferramentas de comunicação para que o relacionamento entre marca e individuo aconteça. Por exemplo, a contação de histórias, que desponta como uma das principais ferramentas de comunicação, tornando-se uma das tendências mais utilizadas. 🗣📢 O Storytelling nada mais é que contar uma história envolvente para o público, para assim ele se reconhecer e se sentir pertencente a mensagem que você quer passar a ele. Essa estratégia faz todo o sentido na vida das marcas e das pessoas. O objetivo é desenvolver nos públicos uma experiência de entretenimento e consumo de conteúdos, permitindo a estes participar na criação de novo conteúdo de maneira coletiva. A história a ser contada deve cativar as pessoas, fazer com elas se reconheçam e se sintam parte dela. Para tal, é fundamental usar os mais variados meios de comunicação disponíveis - Facebook, Instagram, YouTube, Tik Tok e tantas outras -, de forma a levar a mensagem a todos, permitindo a interação e proporcionando uma experiência diferenciada, que permite experimentar de fato o relacionamento no mundo online. Como inserir hábitos do mundo físico nos meios digitais? Existem diversas maneiras para você trazer um pouco do que seu negócio da vida real para o mundo online. Por isso, separamos quatro formas para começar esta transição digital no seu negócio. 1. Cultura A cultura tem uma enorme influência no estilo de vida, percepções e preferências da sociedade. Dito isso, fica mais fácil compreender como esse fator é importante nos hábitos dos consumidores. Um exemplo prático: em países com estações mais bem definidas, culturalmente as pessoas se preparam antecipadamente para épocas com baixa oferta de alimentos. Então, antes da chegada do inverno, eles estocam alimentos que não são produzidos nesta estação. 🐜🐜🐜 Com sua marca a preocupação é a mesma! É preciso conhecer sua audiência ao ponto de conhecer todos os seus hábitos, preocupações, necessidades e representá-las em suas plataformas digitais. E assim produzir conteúdos que conversem com as histórias do seu público. 2. Converse com sua audiência Mas nem só de post vive o bom empreendedor! Além das informações oferecidas pelo seu negócio é necessário desenvolver estratégias de relacionamento com o consumidor. O relacionamento acontece através de uma boa escuta misturada com uma pitada de personalização, é necessário que se abra espaços para conversas entre a sua marca e seu público. Por isso, explore tudo o que é oferecido dentro das plataformas que você utiliza para conversar com sua audiência: No Instagram, por exemplo, usar ferramentas como caixinhas de perguntas, enquetes; No Facebook crie uma comunidade através de grupos para iniciar diálogos dentro deles; No YouTube utilizar comentários dos seus seguidores e fazer novos vídeos a partir dele, dando crédito para o autor da ideia. E por aí vai! 3. Investir na Personalidade da Marca A personalidade talvez seja uma das maiores influenciadoras para um bom relacionamento no mundo online e também é primordial no momento de se relacionar dentro dele. Por exemplo, por muitos anos vivi em um bairro universitário, neste bairro existia (e ainda existe) um mercado que é lembrado pela dona ser a simpatia em pessoa. Mesmo com tanto fluxo de jovens, ela sabe o nome das pessoas que consomem ali, perguntava sempre se o gatinho da república estava bem e ainda no fim da cada compra ela nos presenteava com um "mimo", geralmente era um doce que ficava no alcance do balcão. A grande sacada é, como podemos manter a personalidade desse mercadinho no mundo digital? Como fazer com que ele continue conhecido como tal e ainda manter suas características através das Redes Sociais? 🤔 O importante é manter a sua identidade da vida real no mundo digital. A personalidade gera o envolvimento do público, que gera conexão e que gera relacionamento! 4. Ter conteúdo para todos os tipos de pessoas existentes na sua audiência Seja criativo quando compartilhar uma informação com seu público, e saiba como ele gostaria que este conteúdo chegasse até ele! Se é um público jovem que gosta de memes, utilize memes em suas publicações. Se é um público acadêmico, utilize linguagens técnicas que eles já estão habituados. Mas uma dica importante é: compartilhe os mais variados assuntos do seu nicho. Na prática, podemos exemplificar assim: Responda perguntas simples sobre seu produto para as pessoas que chegaram recentemente até você; Diz como seu produto/serviço funciona para os que já te acompanham a mais tempo; Compartilhe temas e discussões para as pessoas que já usufruem do seu produto e serviço para você fazer a manutenção do relacionamento. Dessa forma você conversa com diversos tipos de público de forma estratégica e assertiva. No fim das contas: Se se relacionar no mundo off-line é desafiador e o mesmo acontece no mundo digital. Mesmo as circunstâncias sendo outra, devemos buscar sempre novas formas de se relacionar, e que faça mais sentido para sua necessidade e para sua história.

Relatório de Impacto LM&Co. 2017 - 2020

Está no ar o Relatório de Impacto da LM&Co! Ele compreende o período entre 2017 e 2020, compartilhando toda nossa trajetória e experiências. O objetivo dele é documentar nosso desenvolvimento empresarial para fins de transparência. Confira no link a seguir: Durante o ano de 2020, ao todo foram criadas: 33 novas marcas; 25 novos sites; 9 projetos sociais. Enquanto isso, no Google Meet: 234 horas de reunião de equipe; 1095 horas de atendimento dedicado ao cliente; 156 horas de consultorias gratuitas; 856 inscritos em eventos online. Em termos científicos, foram: 5 eventos realizados; 4 conferências internacionais; 8 artigos; 9 publicações. Esperamos você em 2021!

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