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Miss Brasil 2000: Rita Lee, a Favorita que Nunca se Viu


Arte um por um que retrata a apresentação do artigo Rita Lee na comissão de pedagogia da moda
Divulgação da Apresentação. Fonte: Universidad de Palermo

Lucas Melara, Ana Bia Andrade e Henrique Aquino apresentam a trajetória imagética e comportamental de Rita Lee Jones, a Rainha do Rock Brasileiro, na Argentina.


No XIV Congresso Internacional de Enseñanza del Diseño na Universidad de Palermo, foi apresentada uma fascinante pesquisa sobre a trajetória imagética e iconográfica da renomada artista musical brasileira, Rita Lee Jones. Conhecida como a "Rainha do Rock Brasileiro", Rita Lee marcou a cena musical do país com sua irreverência e talento. A exposição intitulada "FavoRita" focou em alguns de seus figurinos icônicos, destacando sua relevância comportamental e sua conexão com momentos históricos e culturais do Brasil.


Nascida em 1947, na cidade de São Paulo, Rita Lee iniciou sua carreira artística no lendário grupo Mutantes. Seu talento musical foi reconhecido quando o grupo foi convidado por Gilberto Gil para participar da interpretação da canção "Domingo no Parque". Nos anos 70, ela integrou o grupo Tutti Frutti, que lançou o importante álbum "Fruto Proibido". Rita Lee também demonstrou coragem ao questionar a Ditadura Militar vigente no Brasil, o que resultou em sua prisão sob acusações relacionadas ao uso de drogas, as quais ela sempre negou.


Ao longo de sua carreira, Rita Lee destacou-se não apenas por sua música, mas também por seu ativismo e militância em causas femininas e de proteção aos animais. Sua atitude corajosa e desafiadora foi refletida em seus figurinos, que traduziram sua irreverência e personalidade única. A exposição "FavoRita", realizada pelo Museu da Imagem e do Som de São Paulo em 2021, foi uma homenagem aos 70 anos da artista, apresentando figurinos originais e salas temáticas de seus álbuns musicais.


A exposição destacou três figurinos marcantes de épocas distintas na carreira de Rita Lee: o vestido de noiva de Leila Diniz, o macacão desenhado pelo argentino Patricio Bisso e o traje de Miss Brasil 2000. Cada peça representou momentos importantes da vida da artista e sua conexão com o contexto social e político do país. Além de sua carreira solo, Rita Lee também colaborou com outros artistas, compondo músicas que se tornaram emblemáticas na voz de colegas de profissão como Elis Regina e Ney Matogrosso.


Gerando comoção global, em 8 de maio de 2023, Rita Lee nos deixou, porém, seu legado como a "mais completa tradução" do Rock permanece vivo. Seu trabalho artístico e sua influência na cultura brasileira são lembrados com carinho e admiração. A exposição "FavoRita" trouxe à tona não apenas a riqueza de sua música, mas também sua postura comportamental única, que ecoou em consonância com os momentos históricos e culturais do Brasil. Rita Lee Jones deixou uma marca indelével no cenário musical e cultural do país e continuará a ser uma fonte de inspiração para futuras gerações de artistas.


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